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Amamentação é questão de saúde pública, é resistência, resiliência e muito mais...

Atualizado: 29 de set. de 2022


Ouro Líquido💛 “A amamentação nos lembra da verdade universal da abundância; quanto mais damos, mais nos enchemos, e esse alimento divino - a fonte da qual todos nós extraímos é, como o seio de uma mãe, sempre cheio e sempre fluindo"

Amamentação é questão de saúde pública, é resistência, é vincular, é entrega, tem lágrimas, tem sangue, tem dor, tem cansaço, requer muita informação, presença e olho no olho. Precisa de cuidados, descanso e muito respeito às particularidades e realidade de cada mulher. E precisamos lembrar que algumas mulheres não podem ou não conseguem amamentar, que homens trans amamentam, conseguir ou desistir não tem a ver com amor.


​​A amamentação envolve uma série de complexidades e ter uma rede de apoio é fundamental, pois a prática requer um contexto familiar favorável e uma série de outros fatores. Além de todo processo físico, psicológico e emocional, este último muitas vezes é bombardeado por julgamentos e opiniões alheias que em nada colaboram, pelo contrário.


Mesmo as mães sendo protagonistas, atitudes tomadas pela rede de apoio exercem um papel fundamental para estabelecer a amamentação e garantir o prolongamento dessa prática. Então, atitudes como dividir os cuidados com o bebê, cuidar das demandas da casa, apoio emocional, encher a garrafinha de água, preparar uma comidinha gostosa, fazer uma massagem, ficar com o bebê para que a mãe tenha momentos de autocuidado são algumas.


As ​​licenças maternidade e paternidade no Brasil ainda é um desafio, o que também dificulta. Amamentar em livre demanda não é uma escolha fácil e para algumas mulheres não é uma opção, principalmente após os 6 meses. Apesar da importância e de todos os benefícios para o bebê, mulher e sociedade, muitas situações desencorajam o aleitamento materno exclusivo, entre elas a falta de ações do Estado e de empresas para a redução da iniquidade de gênero, que acabam sobrecarregando as mulheres e pressionando para que retornem antes dos seis meses de licença maternidade recomendados pela OMS.


De acordo com a WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), esse cenário é um dos fatores que limitam o tempo voltado ao autocuidado e fazem com que as lactantes interrompam a produção de leite de forma precoce, devido ao esgotamento. O impacto é ainda maior para mulheres que atuam na informalidade ou que exercem a maternidade solo, acumulando mais jornadas de trabalho.



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